Riscos Construtivos - evidências e indícios mais comuns, e o que fazer

Risco Construtivo é todo risco de dano, à vida, ao patrimônio ou ao meio ambiente, decorrente de anormalidades ou irregularidades, funcionais ou de estabilidade, em edificação ou obra de arte (pontes, viadutos, etc.), existente ou em execução, na sua área física de abrangência.

Evidências e Índícios de Risco Construtivo mais Comuns::

  • Trincas estruturais – em vigas, pilares, lajes, paredes
  • Deformações – inclinações, esmagamentos, embarrigamentos, recalques
  • Água / esgoto – rupturas, vazamentos, infiltrações, afloramentos, umidade, mofo
  • Corrosão – de ferragens, ligações (pregos, parafusos), componentes
  • Ruídos e odores incomuns – estalos, rangidos, cheiro de gás, de fio queimado
  • Instabilidade – oscilações ou vibrações  acentuadas– devidas a máquinas, trânsito, vento
  • Cicatrizes – marcas de impactos, falta de partes, remendos sobre trincas
  • Deterioração – por fogo, cupim, apodrecimento, descolamento de revestimentos
  • Elementos estruturais adulterados – componentes removidos, prejudicados
  • Emperramentos – em portas, janelas, etc (devidos a deformações da edificação)
  • Erosão – desgastes, solapamentos
  • Estocagem indevida – produtos perigosos, mal acondicionados
  • Fiação perigosa – cabos elétricos expostos; partes quentes; falta de disjuntores
  • Precariedade – materiais impróprios, obras incompletas, vulnerabilidade
  • Procedimentos “suspeitos” – falta de placa de obra, obras ocultas
  • Sobrecarga – excesso de peso
O que fazer
Para evitar o pior, todo risco construtivo precisa – e pode – ser eliminado, minimizado ou controlado.
Exemplos de providências possíveis:
  • Manutenção – fixações, substituições, impermeabilizações, revestimentos.
  • Monitoramento – fotografias, medições, marcas “X” em trincas, revistorias.
  • Alívio de Carga – redução, remoção, transferência, distribuição.
  • Reforço provisório – escoramento, estaiamento, travamento, calçamento.
  • Proteção – tapumes, lonas, valas, muretas
  • Reforço definitivo – acréscimo de elementos estruturais (pilares, vigas, fundações)
  • Reparo – recondicionamento, recomposição.
  • Interdição Temporária – impedimento de uso até eliminação da situação de risco.
  • Interdição Definitiva – impedimento definitivo de uso ou reuso
  • Isolamento – sinalização, barreiras
  • Demolição – eliminação, total ou parcial, da construção
  • Corte de Utilidades – energia elétrica, água, gás
Como fazer
Para problemas de saúde procuramos uma farmácia, um médico, uma clínica, um hospital, um pronto socorro. Na dúvida, consulte um médico.
Para problemas construtivos procuramos uma loja de materiais de construção, um empreiteiro, um engenheiro ou arquiteto ou tecnólogo, uma empresa especializada, a "defesa civil". Na dúvida, consulte um engenheiro.
Em qualquer caso, como em qualquer serviço, os profissionais devem ser devidamente habilitados.  
Quem executa um serviço é legalmente responsável pelo que faz. Quem contrata – mesmo verbalmente –  um profissional, é legalmente responsável pela contratação.
Não se deve contratar um médico sem registro no CRM, nem um engenheiro sem registro no CREA.
Engenheiros, arquitetos e tecnólogos habilitados têm registro no CREA. Verifique – no CREA-SP leva menos de 1 minuto.

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